Como auxiliar seu filho com os medos de errar e/ou perder

Como auxiliar seu filho com os medos de errar e/ou perder

Muitas crianças só sabem ganhar. E, diante disso, passam a não quererem nem participar mais, pois tentar deixa mais próximo da possibilidade de falhar, que para algumas crianças é insuportável. Com isso elas tentam menos, desenvolvem-se com mais dificuldade e as vezes há até problemas na socialização. Existe uma tensão muito grande entre o desenvolvimento infantil na primeira infância e as questões das frustrações por não conseguirem algo.

Crianças gostam de elogios. E o modo como os elogiamos, às vezes, os incentivam justamente a não tentar, pois elogiamos o SUCESSO, o GANHAR e não o esforço.

É frequente:

“Como você é inteligente, tirou 10”

ao invés de

“Como você é esforçado. Esse 10 veio pois você estudou e se dedicou bastante.  Aí está o mérito, parabéns!”.

Percebam que quando elogiamos o resultado, as crianças não focam no que as levaram a atingir isso. E, querendo sempre surpreender os pais (por talvez terem nascido inteligentes), acabam tendo pavor da derrota.

Ao contrário, quando damos valor ao esforço, elas entendem o caminho para que as coisas aconteçam. Ficam emocionalmente mais preparados para tentarem coisas cada vez mais criativas, desafiadoras e, consequentemente, mais inteligentes.

Se elogiamos apenas as vitórias, surge o medo da derrota. E, com isso, o medo de errar, que pode ser complicado para seus desenvolvimentos. Isso vem acontecendo a algum tempo e, nas Universidades, um grande problema vem sendo em como lidar com esse ego dos alunos que não os fazem tentar – por medo de errar.

TUDO COMEÇA NA INFÂNCIA

A infância tem papel fundamental da formação do indivíduo e em suas características base para lidarem com o mundo mais pra frente. Até os 7 anos, é quando nós pais mais podemos auxiliar, pois essa é a etapa em que seu caráter está sendo formado em suas estruturas.

“NO QUE VOCÊ FALHOU HOJE?”

Ao invés de perguntar: como foi seu dia na escola? O que fez de bom?

Perguntando no que ela falhou, em que jogo perdeu ou o que a decepcionou, tenho espaço para valorizar as tentativas dela, fortalecendo essa questão de ela tentar e tentar mais vezes. “Porque, minha querida filha, no final, o que conseguirá não será o mais inteligente, e sim o mais esforçado!”.

A discussão pode não ser super tranquila e confortável no início e, como mãe, talvez você precise compartilhar um monte de falhas suas ao longo da sua infância antes que seus filhos comecem a se abrir com você. Exemplos reais, além de fazerem as crianças sentirem-se mais conectadas, é um belo exemplo de que muitas vezes é necessário falhar para crescer.

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