Crianças com dor de cabeça

Crianças com dor de cabeça

Seu filho se queixou de dor de cabeça? Saiba que 85% das crianças entre 5 e 12 anos terão cefaleia ao menos uma vez na vida, dizem os especialistas na área. Por mais que pareça um sintoma corriqueiro, é importante descobrir o que desencadeia o incômodo. São tantas causas possíveis que o diagnóstico do pediatra precisa ser feito após analisar o contexto: alimentação, sono, capacidade de visão, entre outras situações. Portanto, sempre fique atento ao comportamento do seu filho, de modo que consiga relatá-lo corretamente ao médico.

Para saber qual a intensidade da dor de cabeça da criança, uma dica é observar se ela produz algum impacto na rotina. Pediatras explicam que a dor de cabeça pode ser motivada por um ganho secundário, em alguns casos. Seu filho percebe que, quando diz que está se sentindo mal, consegue cafuné e carinho dos pais. Logo após receber atenção, já volta a se divertir. Nessa situação, suprir a carência da criança já soluciona o problema.

A seguir, confira quais são as causas mais comuns para a dor de cabeça nas crianças. A lista leva em conta as situações em que o incômodo é um sintoma isolado. Se ele vier acompanhado de febre, por exemplo, pode ser sinal de alguma infecção, como amidalite –  já que o aumento da temperatura corporal dilata os vasos sanguíneos e provoca a dor.

Pular refeições: se a criança ficar sem se alimentar por intervalos longos, o índice glicêmico (nível de açúcar no sangue) vai diminuir. Como o cérebro precisa do oxigênio da glicose para funcionar, haverá alteração de metabolismo e a dor de cabeça vai aparecer. Nesse caso, basta comer corretamente para que o incômodo cesse. Ter uma rotina definida, com pequenas porções saudáveis de alimento a cada 3 horas, é a melhor forma de prevenção.

Dormir pouco: é importante que seu filho também tenha rotina para repousar. Caso ele não descanse, a fadiga cerebral poderá ocasionar dor de cabeça. A solução é simples: definir um horário para ir para cama e para acordar.

Problemas de visão: no fim do dia, quando volta da escola, seu filho se queixa de dor de cabeça? Ele pode estar com dificuldade para enxergar, apesar de não saber disso ainda. Os músculos que movimentam os olhos estão no osso da cabeça – se são muito exigidos, podem desencadear o desconforto.

Ranger os dentes: problemas na articulação da mandíbula, como o bruxismo, podem fazer com que a criança tenha dor de cabeça. Em geral, é um tipo de desconforto que aparece pela manhã, já que ela contraiu a região durante o sono.

Calor: em dias quentes ou de intenso exercício físico, também é comum que seu filho se queixe de dor de cabeça. Isso porque, com o calor, os vasos sanguíneos se dilatam. Além disso, a contração muscular na região cervical e a fadiga podem ser as responsáveis pelo incômodo. Sugira que ele descanse (e se hidrate, claro!).

Tensão: após analisar as condições orgânicas, o pediatra avaliará o aspecto emocional do seu filho. Se ele estiver exposto a alguma situação de estresse – pode ser na família e na escola, por exemplo –, a contratura muscular pode trazer dor de cabeça. Nesse caso, o tratamento psicológico é a melhor forma para resolver o problema.

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