Furar ou não furar a orelha do bebê?

Furar ou não furar a orelha do bebê?

Se você é mãe de uma menina, provavelmente já deve ter tido alguma dúvida em relação a brincos: furar ou não a orelha do bebê? Qual a melhor idade para isso? Que tipo de acessório usar e quais são os cuidados necessários?

Não tem uma idade ideal que seja um consenso na recomendação dos especialistas. Existem, no entanto, algumas restrições para fazer o furo na orelha do bebê. Em prematuros, os pediatras aconselham esperar pelo menos um mês e meio de vida e atingir 3,5 quilos, porque às vezes a orelha ainda não está bem formada.

O furo é seguro se for feito com cuidado e com critério para escolher o local. Embora a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) libere que o furo seja feito também em farmácias, os profissionais não recomendam essa prática para recém-nascidos, o ideal é seja feito por um enfermeiro capacitado ou médico.

Na perfuração, deve-se usar a própria peça ou uma agulha descartável. As melhores opções são os brincos de ouro maciço ou aço inoxidável, esterilizados.

A decisão

Existem pais que não concordam com a realização desta intervenção no corpo antes de saber se é mesmo a vontade da filha. Algumas pessoas preferem esperar a criança crescer e decidir se vai querer usar o acessório.

Na nossa cultura, é comum as meninas usarem este tipo de adorno desde pequenas. Enquanto outros países não têm este costume, no Brasil ele é bem aceito, mas depende do que os pais preferem.

Cuidados necessários

Se optar por colocar o brinco enquanto bebê, não se esqueça de limpar a orelha da criança usando cotonete e álcool 70%, sempre depois do banho, até cicatrizar. A enfermeira também recomenda girar o acessório uma vez por dia. Você ainda deve se atentar na hora de tirar e colocar a roupa, para não enroscar na peça. A cicatrização costuma demorar por volta de 45 dias.

Caso os cuidados não sejam tomados, a orelha pode infeccionar. Se isso ocorrer, você notará sinais como vermelhidão, presença de crostas ou saída de secreção. Ao observar qualquer um desses sintomas, não decida tirar o brinco por conta própria. Antes disso, é melhor consultar o pediatra para que ele avalie o caso.

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