Toxoplasmose: como prevenir essa doença na gestação?

Toxoplasmose: como prevenir essa doença na gestação?

Toxoplasmose, ou doença do gato, como é também chamada, é uma doença infecciosa, congênita ou adquirida, causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii, encontrado nas fezes dos gatos e outros felinos. O nome se deve ao fato de que apenas os felinos podem transmitir o protozoário causador da toxoplasmose pelas fezes. Homens e os outros animais são apenas hospedeiros intermediários do parasita, que, apesar de infectados, não transmitem a doença.

O parasita da toxoplasmose está espalhado pelo mundo. Embora não seja transmitido de uma pessoa para outra, qualquer um de nós pode ser infectado, desde que não tome alguns cuidados elementares com a prevenção. A toxoplasmose não é contagiosa. Na grande maioria dos casos, a doença é adquirida por via oral, isto é, pela ingestão de carnes cruas ou mal passadas de hospedeiros intermediários que contêm cistos do parasita, ou pelo consumo de água, frutas e verduras cruas que abriguem os cistos do Toxoplasma gondii. O contágio pode ocorrer também pela manipulação de alimentos ou utensílios de cozinha (facas e tábuas, por exemplo) por ele contaminados.

Na maior parte dos casos, a toxoplasmose é uma infecção que não provoca qualquer tipo de sintoma, pois o corpo quando está saudável é capaz de combater o protozoário, transmitido por animais domésticos, antes que surjam sintomas. Porém, quando a infecção é adquirida por mulheres grávidas ou pacientes com doenças autoimunes podem surgir sintomas, que podem durar algumas semanas. São eles:

– Dor de cabeça constante;
– Gânglios inchados pelo corpo;
– Febre acima de 38ºC;
– Cansaço excessivo;
– Dor nos músculos;
– Dor de garganta.

A toxoplasmose pode ser transmitida da mãe para o feto durante a gestação através da placenta (toxoplasmose congênita) ou, num número menor de casos, por transfusão de sangue e pelo transplante de órgãos, se os doadores estiverem infectados. No bebê, a toxoplasmose pode gerar não apenas deformações ao bebê, mas outras complicações durante a gestação, levando até ao aborto nos casos mais extremos. Essa doença pode causar na criança desde sequelas leves, como uma inflamação na retina, até o comprometimento neurológico.

Embora os danos que a toxoplasmose pode causar ao feto sejam graves, as futuras mamães podem minimizar os riscos de contaminação, observando alguns cuidados para prevenir que a infecção ocorra:

– Evitar consumir carnes mal passadas, principalmente de porco.
– Lavar bem as frutas e vegetais antes de comê-los.
– Lavar bem facas e pratos que tiveram contato com carne crua.
– Congelar a carne por uma semana antes de consumi-la ajuda a matar os parasitas.
– Não consumir carne de procedência não confiável.
– Evitar beber água não engarrafada.
– Não praticar jardinagem.
– Evitar contato prolongado com gatos.

Importante também é saber que a doença tem cura e basta o acompanhamento de um especialista para manter a saúde da mãe e do bebê sob controle.

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